Cada escolha deve ser analisada sob a ótica: estou me apoiando ou me sabotando?
Pergunte-se:
* É para me fazer bem ou para me corrigir/melhorar/disfarçar?
* Ao fazer algo ou deixar de fazer algo é para me ajudar ou me punir? ou me negligenciar?
* Se continuar fazendo ou deixando de fazer qual será a consequência a longo prazo?
* A longo prazo estarei melhor ou pior?
* Quais objetivos/ metas estou alimentando ou destruindo ao fazer?
* Estou usando a razão ou a emoção?
* Qual sentimento está movendo esta escolha?
* Qual pensamento/desejo/necessidade deu início a esta escolha?
* O centro deste pensamento/desejo/necessidade sou eu ou outra pessoa?
É preciso buscar a auto valorização sempre, em cada momento, em cada escolha. Fazer algo para satisfazer outra pessoa e por consequência se colocar em segundo plano nunca vale a pena.
Cada pensamento é reflexo de algum sentimento, alguma emoção que está precisando ser atendida. Procure conhecer melhor cada emoção, perceber os sinais físicos que cada emoção provoca, para isto use lembranças ou imagine situações onde você sinta: medo, tristeza, alegria, gratidão, ternura, carinho, repulsa. Perceba que parte do corpo se contrai ou relaxa, onde está a sensação de cada emoção ajudará a perceber as mensagens da alma.
As vezes disparamos pensamentos que geram desejos baseados em uma necessidade, mas a necessidade não é realmente aquilo que pensamos e sim algo que está provocando a emoção, e a causa não é devidamente investigada. Uma pessoa querida o deixou triste, esta tristeza não passa mas apenas se esconde depois de rejeitarmos o sentimento. Mas a tristeza está lá. Um dia você decide ir no cinema, tomar sorvete, comprar uma roupa nova, porque a tristeza está lá dentro doendo. Estas coisas dão um prazer temporário, fugaz, que camufla a tristeza, mas não a resolve.
Ao sentir a emoção que está movendo as escolhas ajuda a resolver o problema pela raiz, e evitar agir impulsivamente. No exemplo citado, a resolução da tristeza poderia ser procurar a pessoa querida e expor seu sentimento frente a atitude dele/dela, e buscar uma reconciliação. Se não for possível deve trabalhar consigo mesmo o sentimento de tristeza de modo a perdoar a pessoa, compreender o que ocorreu e parar com vitimismos, e parar de acusações. Somos 50% responsáveis por todas as coisas boas e ruins que nos acontecem, portanto não existem vítimas nem algozes.
Outra situação é ser vítima de si mesmo, algo bastante mais grave e que exige dedicação e ajuda para superar. Quem sofre com depressão por exemplo acusa-se de não ter controle sobre a própria vida e sua prostração agrava a situação emocional. Neste caso também as perguntas ajudam, pois fazer escolhas que se sabotam não é algo inteligente, não trará soluções para os conflitos e agonias do depressivo. Quem está viciado neste sentimento de auto abandono, sente prazer em estar num fundo de poço precisa avaliar mais a fundo suas atitudes, questionando-se:
> quando faço isto qual é meu verdadeiro objetivo?
> se eu consigo este objetivo qual vantagem tenho?
> se não consigo este objetivo o que ganho?
> quais são as vantagens de continuar nesta postura?
> quais consequências terei a longo prazo?
> qual a pior coisa que pode me acontecer?
> qual a melhor coisa que pode me acontecer?
> e depois?
> desejo adquirir outra postura? por que?
Ser inteligente não tem a ver com ser racional o tempo todo, e sim agir com equilíbrio, ponderar cada atitude observando as emoções, necessidades e consequências de cada escolha.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)