quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Abençoe, sinta-se abençoado.

Ao ver um bebê, mesmo sendo filho de um desconhecido, lhe enviamos um olhar carinhoso, desejando-lhe carinho, conforto e paz. Isto é a bênção, é sentir este amor sereno, este desejo pelo bem do outro.

Que sentimento é transmitido a alguém que desafia sua vaidade, que subestima sua presença?

É muito fácil abençoar o indefeso, seja bebê, idoso ou deficiente. Mas deles é que devemos receber bênçãos! pois os humildes, os indefesos, os inocentes e os sofredores estão mais próximos da Luz Divina do que nós!

Ao sofrer uma afronta, antes de reagir, antes de responder, abençoe o agressor mentalmente, e neste intervalo de introspecção avalie se não é o momento para se desculpar. Pois a egolatria, o orgulho é doença que cedo ou tarde irá se manifestar, promova sua cura neste momento.

Este é o ensinamento de Cristo quando diz que ao inimigo ofereça a outra face. Não é dar a bochecha a tapa, mas retribuir a ofensa com compaixão e não com agressividade ou revide.

Lembre-se: todo pensamento é uma prece.

Todo pensamento é uma prece. Toda prece é atendida.

Ninguém nasce para vencer na vida, mas sim para no decorrer da vida praticar e desenvolver as virtudes do Amor e da Caridade.

Oração ou prece é sempre ouvida. Direcionada a Jesus, Deus, Maomé, Joevá... não importa o nome, sempre, sempre, sempre é atendida.

Todo pensamento é uma prece. Não engane a si mesmo achando que falando para si ninguém mais ouvirá. É como usar uma antena de rádio e conversar com o microfone achando que ninguém irá sintonizar em sua estação e ouvir cada palavra. Quem se identificar com aquilo que é dito irá se aproximar para aliar-se, dividir os frutos daquilo que se pede.

Se você está lendo este blog é porque se identifica com algo do que escrevo, você está em sintonia com meus pensamentos, e eu estou em sintonia com você.

Quem anseia por dinheiro se afiniza com seres materialistas que ignoram o quão efêmera é a matéria.

Quem anseia por prazer se liga a seres que vivem para o vício, para os extremos, buscando sensações cada vez mais fortes e mais agressivas.

O orgulhoso e o vaidoso teme a solidão, e sendo superficial em suas amizades sempre acaba atraindo a solidão, ficando depressivo e confinado em seu inferno pessoal.

Cultivando a gratidão a existência se alarga, torna-se farturosa, prazerosa, festiva. Emitir pensamentos de gratidão e de amor. Perdoar imediatamente a raiva, compaixão para o orgulho, tolerância para a ignorância - não do outro, mas de si mesmo, pois o outro só pode revelar o que está dentro de nós.

Abandone a mentira da individualidade, somos fios de cabelo de uma cabeça Divina. Com uma única fonte, matéria diminuta de um só corpo.

Todo pensamento é uma prece.

Pare de sofrer

O martírio voluntário, o sofrimento auto inflingido de nada mais servirá além de acrescentar dor desnecessária à vida.

Pois sendo a vida presente divino é dever supremo de cada um de nós cultivar o amor, a compaixão e a caridade, a começar por si mesmo.

O sofrimento dignifica somente quando por causa involuntária, apesar de ser sempre uma consequência de escolhas.

A auto flagelação é vaidade imperdoável, é a pior expressão de ingratidão. É como a criança mimada que insatisfeita com o presente recebido o destrói para punir implacavelmente quem só queria sua felicidade, sua satisfação. Assim é o suicida, o viciado químico, o depressivo - que recusando-se a aprender com as dificuldades geradas por suas próprias escolhas, fugindo da responsabilidade que lhe pertence, sabota o bem mais valioso que houvera recebido: seu corpo, sua mente.

Não despreze mais a ferramenta preciosa que lhe fora dado para seu crescimento, sua alegria suprema nesta vida: seu Talento.

Cada ser humano vem provido de sua Luz Divina a ser manifestada em sua vida. E este tesouro magnífico é o Talento.

Não exercitar seu talento, não acreditar em seu talento é viver pela metade.

Quem busca no outro a felicidade, se sente pela metade, está simplesmente se distanciando de seu talento.

Só quem se sente pleno, completo, pode ser boa companhia, pois irá compartilhar seu positivismo sem medo, sem orgulho, com amor e gratidão.

sábado, 6 de agosto de 2011

Caridade

A palavra Caridade foi muito banalizada e consequentemente distorcida nos últimos anos. Caridade tornou-se sinônimo de trabalho voluntário em benefício de pobres e incapacitados, e o sentimento de Caridade foi banido do coração das pessoas, infelizmente.
O apóstolo Paulo registrou que entre os três dons do espírito, a fé, a esperança e a caridade, o maior é a caridade.
Observe: Caridade é a prática amorosa de contribuir com o mundo e não apenas beneficiar os pobres e os incapazes, pois esta é a forma mais egoísta e preconceituosa de manifestar o orgulho, sobrepujando o beneficiado, deixando explícito que o "caridoso" se encontra em melhor situação que o beneficiado, reduzindo o outro a condição de dependente, sub humano, inválido.
Todos devem praticar verdadeiramente a caridade, e beneficiar a toda e qualquer pessoa com este dom maravilhoso.
Olhe em volta, quantas pessoas são realmente caridosas. Veja o jardineiro que ama seu canteiro de flores, ele é caridoso com a Natureza. Admire o motorista de ônibus que dirige com zêlo, cuidando da integridade de seus passageiros, de seu veículo assim como dos demais motoristas e transeuntes que com ele compartilham as ruas. Seu suspiro ao final de mais um dia de trabalho é o sentimento de caridade. Tem ato de caridade maior ou mais bela do que as cuidadoras de bebês e crianças pequenas das creches, sejam públicas ou particulares?
Pobres ou ricos, saudáveis ou doentes, todos precisamos de fazer e de receber a caridade, carinho, respeito.
O simples ato de ser compassivo (agir com compaixão) para com o outro em cada ato, cada pensamento, já representa dentro de cada ser o lampejo da mais bela luz da caridade.

A prática do trabalho voluntário que beneficia aqueles que passam por período de infortúnio é nobre, desde que o sentimento do voluntário seja de gratidão, e não para minimizar seu sentimento de culpa ou diminuindo o outro desacreditando na capacidade de auto regeneração e de superação que está dentro de todo ser humano. O voluntário ajuda mais se constantemente reafirmar no outro sua capacidade de vencer, se ajudar o outro a usar o infortúnio como oportunidade para libertar-se de antigos padrões e desenvolver novas capacidades. Para isto servem as privações, os acidentes, os percalços e outros obstáculos, para dar a cada um de nós a oportunidade de se reinventar.

"Como o canto de um pássaro sem ouvidos para encantar; como o vento soprando sem árvores para farfalhar; como um lindo arcoíris sem olhos para deslumbrar. Assim é o mundo com Amor mas sem a Caridade."

sábado, 16 de julho de 2011

O processo evolutivo - micro fragmentação à reintegração na Uniconsciência

A todo instante é formado um novo micro fragmento a partir da Uniconsciência, que uma vez ligado ao corpo adequado e ao meio adequado, inicia-se o processo evolutivo.

A Uniconsciência está sempre aumentando de tamanho, expandindo-se, agregando mais matéria recém transformada que se sintoniza com esta frequência vibratória, por isso continuam a ser densificadas novas fragmentações e micro fragmentações.

Não apenas seres evoluem, mas os corpos celestes que emprestam matéria para a formação destes corpos também são providos de consciência e também evoluem.

A experiência planetária

A experiência Terra tem por principal propósito o treinamento do controle da capacidade de interferir na matéria.

Imagine colocar uma criança pilotando um carro de fórmula 1 - isto é o micro fragmento da consciência operando adequação de meios para outros seres viverem, ou seja uma tragédia...

O entendimento de que a melhor e única forma de amplificar e de exercer este poder é através das conexões, facilita a migração para novos estágios do processo evolutivo da consciência.

Observe os estágios evolutivos:
Fase hiper densa (corpos materiais planetários)

1) Micro fragmento de consciência inerte:
Neste fase não há senciência devido a falta da noção do "eu" E do "outro". Há exclusivamente a necessidade da manuteção do corpo, até perceber no meio a presença de outros seres;
2) Rivalidade:
O "outro" me priva de minhas necessidades. As primeiras conexões ocorrem tendo em vista nova capacidade do corpo, a auto duplicação ou reprodução;
3) "Eu" e o "outro Eu":
Surge uma nova forma de relacionamento entre os seres que não pela rivalidade. Primeiros sinais de senciência;
4) Aliados:
Formação de pequenos grupos cooperativos, mantendo a rivalidade com outros grupos;
5) Afetividade:
Estabelecem-se os vínculos familiares, o ato reprodutivo deixa de ser aleatório e passa a ser analisado, ainda sob critérios de rivalidade ou afinidade;
6) Fraternidade:
Ampliam-se os vínculos afetivos para além da família. A rivalidade dá lugar a critérios diferentes e individuais para a formação de vínculos;

Formas super densas (espíritos planetários e interplanetários)
7) Conexão:
Todos os seres se reconhecem como parte de um todo, que embora individualizados em corpos distintos compartilham de uma mesma fonte de vida;

Formas densas (seres de luz e não planetários)
8) Existência incorpórea ou imaterial:
Os seres diluem-se em um único sentimento de Amor, embora ainda individualizados não assumem formas materiais e se reconhecem de forma senciente.

As fases apresentadas são parte do processo evolutivo de todos nós, todos estamos à caminho da reintegração à Uniconsciência.

Uni consciência

Toda matéria é constituída por moléculas, cada molécula é constituída por átomos, cada átomo contém partículas elétricas constituídas por energia.

A energia é única, está em toda parte e constitui tudo o que existe, na forma de frequências vibratórias diferenciadas.

Ondas longas e curtas geram energia fotônica (luz), sonora (som), térmica (calor) entre diversas outras formas.

Em um momento do amadurecimento do nosso universo ocorreu um ponto singular, uma frequência vibratória muito específica, que dotou este "ponto" do universo de uma característica absolutamente única: a consciência.

Assim como toda energia, esta frequência se propagou com velocidade exponencial, pois todo corpo celeste que reunia as características ressonantes com esta frequência vibratória, adquiriu a característica e a repercutiu.

Estes corpos celestes não se constituíram de matéria densa, sendo mais sutil do que matéria gasosa porem aglomerados de matéria (ou de antimatéria) o suficiente para perceber o meio em que estavam vivendo, percebendo-se como um ser.

Assim surgiu a vida.

Esta vida etérea estava conectada a todos os demais corpos e elementos do universo, e as primeiras ligações materiais começaram a se estabelecer. A exploração de corpos celestes densos permitira à matéria etérea desenvolver ferramentas de interação com o universo, pois novas freqüências vibratórias se formavam ao contato do etérico com a energia mais densificada.

Microscópicos corpos móveis e adaptáveis surgiram sobre alguns corpos celestes, e conforme segue a lei do universo, estes corpos ganharam matéria e evoluíram lentamente, adaptando as necessidades de manutenção destas formas de vida aos recursos disponíveis no meio.

Em diversos lugares do universo a formação de corpos foi possível e em diversos não.

O universo tem uma única lei: a lei da evolução.

A consciência é única e conecta todos os seres vivos em toda parte do universo. A profunda sensação de conexão entre dois seres é um breve lampejo desta unicidade que O Todo abrange. A esta sensação de conexão demos o nome de Amor.

A Lei da Evolução levou a consciência à senciência (diferenciar o “eu” de “você” – antes da senciência o ser se percebe como “eu” e o “outro eu”) levando a necessidade de formar grupos, ou seja, fragmentar o ser etéreo em unidades de sencientes, possibilitando um processo evolutivo dinâmico. Desde a compreensão dos mecanismos de criação e adaptação de corpos materiais em diferentes graus de densidade, dotados de um ponto de conexão com o respectivo micro fragmento de vida etérea que deveria reunir informações e experiências, alimentando assim o processo evolutivo da Uniconsciência Universal.

Vou tentar explicar brevemente cada etapa de fragmentação (que não significa desconexão, mas apenas densificação da matéria que constitui a Uniconsciência):

Micro fragmentos:

Adaptabilidade e evolução de corpos planetários essenciais para a experimentação da interatividade com matérias densas, adequando o meio às necessidades do corpo hiper denso (corpo físico planetário)

Desenvolvimento de tecnologias e pesquisas implementando o conhecimento ao processo evolutivo, utilizando o corpo super denso (espírito ou alma planetária).

Planejamento e manutenção do meio de vivencia (o planeta), assimilando os conhecimentos e intermediando o compartilhamento do processo da forma densa (mentores ou espíritos de luz interplanetários)

Fragmentos:

Compreensão dos elementos formadores da vida, associando as observações do Universo material e o universo não material. (Esta forma de fragmentação pode ser chamado de deus, embora não seja alguém, mas sim energia pura desprovida de personificação, embora senciente).

Uniconsciência:

Energia evolutiva que conecta, interage e alimenta sua própria evolução inclusive.

A consciência nada controla, mas sim participa, comunica, conecta todos os elementos do universo.

A consciência interfere na matéria, pois a matéria viva interage com os elementos, que por sua vez se transformam, se integram ou desintegram formando algo novo o tempo todo.

Não confundir com a micro consciência (presente no micro fragmento planetário), que mesmo sendo um holograma da macro consciência, pouca influência exerce na matéria densa, limitando seu poder ao seu próprio corpo hiper denso e ao meio onde vive, através da manifestação de sua consciência: o pensamento.

Fragmentação não é separação.

Embora esteja tratando sobre a fragmentação da Uniconsciencia, não ocorre nenhuma separação, nenhuma divisão, nenhum distanciamento desta.

Trato de uma forma conceitual, que seja compreensível a maneira que se opera o processo evolutivo da vida, que é dito eterno em função da comparação cronológica, comum a toda mente racional, ávida por lógica, mas absolutamente incapaz de conceber o infinito – a mente é finita em sua capacidade de raciocínio e assim precisa ser. Não é pertinente à evolução a compreensão do infinito ou da eternidade.

Esta explicação sobre as forças da criação é apenas para trazer a compreensão de que embora nossos corpos pareçam separados, somos todos um só. Somos matéria e energia de uma única fonte. Pode chamar de deus, de universo ou outro nome qualquer, mas uma única certeza: somos conectados.

domingo, 19 de junho de 2011

Perfeição

"... porque ninguém está aqui para tornar-se santo nem atingir a plena iluminação ou sabedoria, visto que todos já são puras e plenas divindades, que estão provisoriamente cegos, surdos e inconscientes da magnífica possibilidade de manipular a energia e as matérias dela resultantes. Controlar as forças criadoras exige tempo e prática, e na Natureza não é admissível nada abaixo do maravilhoso, o deslumbrante, o pleno.

A "perfeição" só existe na mente limitada do ser de luz enquanto no confinamento temporário do corpo, sendo este "perfeito" nada mais que o incompreensível, o inatingível, uma doença de obsessão. Esta terrível doença causa mais males do que as mutilações do corpo, pois dela deriva a frustração, a raiva, o rancor, os ciúmes e a vingança.

Veja a Natureza: não há duas folhas iguais, as nuvens sempre se desmancham, a água é disforme, o ar tem concentrações diversas de gases. Nada é perfeito pois não segue padrões. Tudo está sujeito a Lei da Transmutação.

A folha vira terra, a terra vira pedra, a pedra vira pó, que é absorvido pelas plantas, que vira alimento para animais, cujo corpo vira terra quando morre... tudo muda. Nada é perpétuo, nada é para sempre como é.

Todas as conquistas se igualarão às derrotas. Todos os amigos serão reunidos com os inimigos. Somos todos um só, parte de um todo que está em movimento, em evolução.

O conceito de infinito e eterno é muito mental. Não é possível pensar ou refletir o eterno. Só se pode confiar e sentir."
(Hígio)

O Poder do Pensamento

O livro "O Segredo" propagou a idéia de que um desejo começa com a visualização daquilo que quer, mas a realização do desejo não está realmente condicionado ao "disparo do pensamento" mas a outro fator muito mais influente e que o livro não trata: as crenças.

O verdadeiro Poder do Pensamento não está no barulho mental gerado por nossa consciência. É na inconsciência que reside a possibilidade ou a impossibilidade de realizar desejos.

Cada crença é uma forma-pensamento cristalizada em nossa mente inconsciente, como verdades irrefutáveis, que limitam cada atitude, disparando sensações de certo/errado à consciência.

Exemplos: a força da gravidade me mantem presa ao chão; é o cachorro que balança o rabo e não o rabo que balança o cachorro; se não comer morro de fome; comer chocolate me acalma mas engorda.

Estes pensamentos parecem coerentes mas são todos contestáveis:
> A força da gravidade pode ser vencida por outra força, ou nenhum avião poderia voar;
> O cachorro balança o rabo, mas seu quadril se balança por causa do rabo e não por vontade de rebolar, portanto o rabo balança sim o cachorro;
> Em uma situação extrema uma pessoa pode ser alimentada através de sondas implantadas diretamente em seu intestino ou em veias. Comer diz respeito a levar alimento à boca, que embora essencial não é exclusiva fonte de alimentação;
> Chocolate tem grande quantidade de açúcar e gordura, que provoca agitação e excitação, portanto não acalma. O excesso de calorias ingeridas que não é transformada em energia é convertida em em reserva nas células adiposas, que aumentam de tamanho e te deixam maior. Portanto a culpa não é do chocolate mas do excesso de calorias o fato de ficar gorda.

As crenças servem apenas para influenciar as escolhas que fazemos, hora chamado de intuição, hora movido pela razão. Uma experiência intensa é capaz de criar uma crença em poucos instantes, influenciando o comportamento de uma pessoa pelo resto de sua vida.

O Poder do Pensamento é o desenvolvimento da capacidade de perceber quais crenças são positivas e quais são limitadoras.

É perceber que quase tudo em que se acredita ser verdade, são no fundo crenças, que podem ser quebradas, mudadas ou reforçadas.

É uma grande ingenuidade tentar controlar qualquer coisa que não seja os próprios pensamentos, as próprias escolhas. E tremendamente frustrante deparar-se com o imprevisto quando "tudo parecia estar sob controle".

O imprevisível faz parte do dia-a-dia. A única certeza irrefutável é nunca ter certeza de nada.

Na verdade trata-se de uma grande dádiva. O fator desconhecido representa possibilidades e oportunidades que jamais teríamos se de fato conseguíssemos controlar nossos destinos.

Aceitar o incontrolável, fazer parte da vida simplesmente, sem tentar influenciar o destino, as pessoas, os acontecimentos. Fazer-se mais responsável por suas escolhas e as possíveis consequências é tornar-se humilde.

Fazer escolhas a partir dos acontecimentos que se apresentam, dando especial atenção às crenças que influenciam tais escolhas, procurando as possíveis consequências mais favoráveis, este é o verdadeiro Poder do Pensamento.

O Ego e suas ilusões

30/08/2010
De repente eu entendi o significado de uma palavra importante: ego ísmo.

O egoísmo é o culto ao ego, sendo o ego uma ilusão sobre quem eu sou, é um personagem, uma máscara.

O ego é diferente do "Eu". O Eu não precisa ser sustentado, nem defendido.

O ego é diabólico (segundo o conceito da palavra pelo Padre Fabio de Melo), pois o ego ísmo fere as pessoas e fere quem o sustenta.

O ego é extremamente sensível, quando tocado ou percebido, seu portador age com agressividade ou drama.

O Eu é capaz de aprender com as críticas ou elogios, o ego se nutre de bajulações e teme as críticas.

O ego é a origem do medo, porque sua percepção do mundo é a partir de uma ilusão, de expectativas. Ao perceber que não é possível controlar nada fora de si, o ego ísta se retrai, fica acuado.

O Eu é livre, não precisa controlar nada porque está pronto para aprender com o novo. Não tem medo porque pode escolher sua reação frente aos desafios.

Eu não posso perder nada sendo eu mesma, porque tudo o que Eu tenho é a minha vida.

O ego cria um molde de personalidade a partir da opinião que quer gerar nos outros. O ego ilude seu portador de que o outro terá a impressão que o ego quer causar, mas é na verdade, como uma criança usando asas de papelão tentando convencer um coleguinha de que é um anjinho de verdade.

Sintomas de ego ísmo: medo, vergonha ansiedade.

Consequências do ego ísmo: depressão, obesidade/anorexia, fanatismo/obsessão, apego/vício/dependência, solidão/carência.

O ego ísta classifica as pessoas em interessantes (potenciais admiradores) e desinteressantes (gente com um ego maior que o seu).

Tenta de todas as formas conquistar a admiração dos interessantes e tenta afrontar, atacar e combater os desinteressantes.

Personagens do ego: A vítima, a sofrida, a martir, a sexy, a pudica, a virgem, a competente, a experiente, a influente, meu título, meu rótulo, minha classe (trocar os adjetivos femininos pelos masculinos dependendo de quem lê).

Quando o ego ísta erra, seu mundo ameaça ruir. Justificativas, acusações, drama. A vítima entra no palco.

O egoísta depende de um fã clube, e para conquistar admiradores usa a aparência (a sexy ou a coitada), usa informações (a experiente ou a influente) e usa acima de tudo sua estória pessoal (a sofrida, a mártir, a pudica, seus títulos ou seus rótulos).
* usei propositadamente a palavra estória porque toda história pessoal é apenas uma interpretação das experiências vividas.

O Eu apenas é. No presente. Não importa o que fez, seu passado, suas experiências. Toda sua vida foi um grande conjunto de agoras com seu aprendizado.

O Eu não tem medo nem vergonha.

Quando Eu estou com o outro sou parte de uma equipe.

Nada pode mE afetar porque sei quem sou e toda experiência é volátil.

Toda emoção pode ser convertida em aprendizado.

De repente faz sentido a frase "conhecer a si mesmo". É nada mais que descobrir o Eu sob todos os personagens criados pelo ego.

O Eu é aquele que não tem medo nem vergonha de ser descoberto, mas deseja muito se revelar às pessoas, sem a necessidade de ser admirado, aceito ou sequer querido.

Para isto é só buscar sem medo:
> o que me faz sentir alegria sem culpa;
> o que eu faço com prazer e facilidade;
> o que eu faria pelo simples prazer de fazer.

É libertador saber que Eu não preciso ser perfeita.

O ego busca a "perfeição" para ostentá-la e ser admirado.

O erro mE permite calibrar meu foco de atenção, me permite mapear o caminho do mEu aprendizado, devolvendo-me sempre para a direção certa: meu objetivo de vida.

A excelência gera estagnação. Alguém se torna perito em fazer algo que fez muitas e muitas vezes. Tornar-se perito em um caminho, conhecendo cada pedra e cada planta deste caminho será uma triste condenação de transformar-se em parte deste trecho do caminho, sem nunca caminhar além da curva do desconhecido.

Não precisa ser excelente, faça sempre o seu melhor e continue caminhando rumo ao novo. Afinal a vida é um caminho, e tudo é e sempre será passageiro.

Não há máscara que o ego consiga sustentar por muito tempo. Até as máscaras são passageiras, e sendo os vínculos tão superficiais, a única companheira perpétua é a solidão.

O ego ísta nunca se deixa conhecer profundamente, ou seu personagem seria desmascarado. Todas as suas relações são superficiais. Tudo é artificial, temporário, provisório. Até seus sonhos e desejos não são profundos porque foram criados para dar manutenção a uma imagem.